A queda do diploma de jornalismo gerou muito “bafafá” nas universidades. Pois o que inicialmente parecia algo negativo para mim, acabou se tornando positivo após leve reflexão. Parecia mais um fator contribuinte ao processo de degradação intelectual social. Parecia mais um passo rumo ao tempo em que profissionais de quaisquer áreas serão piores que os que já estão aí. Mas não. Muito pelo contrário.
A desvalorização do diploma é óbvia. Mas a da profissão, nem um pouco. Até porque, ao passo que se busca com a medida, indiretamente, uma melhor formação dos profissionais da mídia, ela não existe. Porque digo isso? A idéia é que tenhamos jornalistas graduados em faculdades “de verdade” como história, sociologia, filosofia, ou qualquer outra que tenha um objeto de estudo mais específico e que suponha contato do aluno com Leitura - com L maiúsculo mesmo. Não podemos continuar nos graduando na base do jornal e da revista. Assim é na Espanha, por exemplo. Não há graduação em jornalismo, mas “pós”. O sujeito se FORMA e depois se especializa.
Do contrário, seremos reféns no futuro de uma mídia realizada por pessoas ignorantes o suficiente para não saberem sequer quem foi Sigmund Freud ou Karl Marx.
Links para minhas matérias publicadas:
http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/junho/Pag6e7.pdf
http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/abril/Pag12.pdf
http://www.facha.edu.br/publicacoes/jornallab_meier/2008/novembro/Pag12.pdf
http://rafaelmotta.wordpress.com/2008/08/29/o-que-e-pos-punk/
Rafael Leme Gonzalez (rafael.leme@globo.com)
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